Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

A ÚLTIMA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO MANDATO

Caros leitores, após alguns anos de silêncio, decidi colocar aqui a minha última intervenção na Assembleia de Freguesia da Vera Cruz.

Esta ausência deveu-se, sobretudo, à falta de comunicação e " respeito " que o actual executivo da Junta teve para com a Assembleia, pelo facto de não dar conhecimento das suas acções ou pela ausência de resposta às propostas feitas pela coligação "Juntos por Aveiro". Assim sendo, corria o risco de ser demasiado repetitivo e maçar os distintos leitores...

 

 

INTERVENÇÃO DE 21 DE SETEMBRO DE 2009

 

 

 

"No final de mais um mandato autárquico, além de ser um dever para com quem nos elegeu, é uma necessidade para memória futura fazer um balanço da nossa actividade enquanto oposição e da actuação do executivo, enquanto poder instituído.

Ao longo destes quatro anos assistimos à reprodução dos quatro anos anteriores, pouco ou nada se inovou! Pasme-se que até o Plano de Actividade deste ano foi uma cópia quase fiel do Plano de Actividades do ano anterior. É sintomático do vazio de ideias que infelizmente impera há já alguns anos no executivo desta Junta. Salvo uma ou outra excepção este mandato pautou-se pelo imobilismo e nenhuma inovação. Foi dada continuidade a uma política de atribuição de subsídios de forma perfeitamente arbitrária, sem regras claras e definidas, como que um contrato de favor. Continua a existir uma ausência total de um regulamento que torne a atribuição desses mesmos subsídios uma matéria clara, inequívoca e acima de qualquer suspeita.

 

Houve também algumas questões que, até este preciso momento, ficaram por esclarecer. Aqui refiro-me concretamente à realização de uma auditoria externa, votada nesta Assembleia e mesmo que por alguns considerada sem valor vinculativo, levou o executivo, em reunião ordinária, a votar a realização da mesma. Quatro anos se passaram sobre esta deliberação. Muito se disse, ânimos que se exaltaram na defesa do bom nome do executivo, melindres etc… O que é certo é que ao fim destes quatro anos existe, por parte do executivo, um silêncio incómodo acerca deste assunto. Pensará o executivo que pelo facto de ter entregue a contabilidade a uma firma de Braga (será que Aveiro não existam firmas capazes de fazer a contabilidde?) que ficaria livre da realização da auditoria? Pensaria que o caso ficou esquecido? Ou será que se esqueceram do que os próprios deliberaram?

Os motivos que levaram esta Assembleia a votar nesse sentido continuam válidos e actuais… Vamos continuar a batermo-nos pela sua realização e, como novas eleições se aproximam serão os votantes a avaliar a vossa atitude…

Não é meu propósito, e que fique bem claro, entrar na esfera pessoal, pois tenho o maior respeito e consideração por todos os elementos que formam o executivo, mas o seu colectivo, nesta matéria, deixou muito a desejar. “à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer…”

Não há pior ambiente que o da suspeição e, em certas alturas, o sr. Presidente utilizou essa manobra de baixa política como arremesso. Queria aqui recordar, quando a propósito da cedência de instalações para as aulas de preparação para o parto, referi que poderíamos estar perante um caso de favorecimento uma vez que nunca ficaram bem esclarecidas as razões que levaram a optar por esta modalidade e quais as vantagens reais para a população da freguesia, além das possíveis ligações familiares… Pois bem, nessa altura o Sr. Presidente comparou esse alegado favorecimento à passagem de um documento, a meu pedido, para juntar ao meu currículo quando de uma candidatura à Escola Superior de Educação do Porto, para aumentar as minhas habilitações académicas. Pois, conforme prometido, e em nome da verdade e da transparência com que sempre me pautei, aqui está a falada declaração, para que todos a possam ver e aferir se houve qualquer tipo de favorecimento…

Quanto à actividade da minha bancada quero recordar alguns contributos mais importantes. Alguns apesar do reconhecimento do seu valor para a freguesia, foram esquecidos, nomeadamente os projectos de incentivo à fixação de residência na Vera Cruz, campanha de recenseamento, incentivo ao arrendamento, incentivo à natalidade… etc… Não se entende bem porque não foram implementados. Será que este executivo ainda não se apercebeu que são precisas medidas efectivas que contrariem a diminuição de recenseados? Será que ainda não entenderam que com este imobilismo se vão perdendo fundos, se vai perdendo influência e autonomia?

Estamos certos que os nossos projectos, embora não fossem perfeitos, contribuiriam de forma inequívoca para o enriquecimento humano da nossa freguesia, com todos os benefícios inerentes.

Assim não o entendeu o executivo…

Próximos de mais um plebiscito, serão os votantes que irão julgar a vossa actuação. Felizmente para toda a freguesia, os sinais da necessidade de mudança são cada vez maiores.

Iremos contribuir para que a mudança seja efectiva..."

 

 O executivo, depois desta intervenção, nada disse, não justificou a ausência da realiazação da auditoria externa nem rebateu qualquer dos pontos apresentados...

Curiosamente, só a bancada da CDU se insurgiu contra esta intervenção, alegando que não seria a altura ideal para esta crítica, que estariamos a chamar ignorante ao povo da Vera  Cruz, uma vez que tinha sido esta a sua escolha e que não estaria a ser respeitada a vontade popular.

Pois bem, na minha modesta opinião e,nesta matéria, só me resta acrescentar que fomos a segunda força política mais votada na freguesia (a escassos 239 votos da vitória),  não a terceira como a CDU . Mesmo assim a CDU, com acordos, conseguiu a representação de dois elementos no executivo...  Será isto o respeito pela vontade popular?

Ao longo destes quatro anos demos contributos que pensámos ser positivos para a melhoria das condições de vida na freguesia, a CDU limitou-se a pactuar com o executivo do PS no seu imobilismo e até no desrespeito pelas resoluções tomadas em sede de executivo...

Pois bem, terminámos o nosso mandato, e sinto que respeitámos quem em nós confiou, bo futuro está na mão dos eleitores, que serão soberanos na sua escolha.

 

 

 

publicado por artur.lobo às 21:25
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